-->
Histórico: - 26/10/2008 a 01/11/2008 - 14/09/2008 a 20/09/2008 - 31/08/2008 a 06/09/2008 - 27/07/2008 a 02/08/2008 - 13/07/2008 a 19/07/2008 - 15/06/2008 a 21/06/2008 - 08/06/2008 a 14/06/2008 - 01/06/2008 a 07/06/2008 - 25/05/2008 a 31/05/2008 | |||||
|
Outros sites: - RODA DAS CORES - Linhas Livres - Ora bolas! | |||||
|
Votação: - Dê uma nota para meu blog Indique esse Blog Layout Por
|
|||||
Som de Palavras Às vezes, quando estou sozinha, as palavras voam Vagam pela minha mente, como turbilhões Às vezes, quando estou ao lado de pessoas, as palavras soam Aparecem por entre os sorrisos, as vozes, as canções Quando busco dentro de mim um ar Um simples fato que me leve a escrever Sinto um amor par E uma luz que me ensina a ser Tantas buscas indecisas, Hoje sei que já não agüento Isso me sufoca Me soluça, por entre os dedos manchados E, quando vejo que as palavras brotam E em si fazem poesia Sinto que a noite surge ao ver Entre o sol e a nostalgia Entre os arrepios do frio Entre os arrepios dos amantes Entre os arrepios dos medrosos Entre os arrepios dos sinceros Vago no mundo do passado Vivo no mundo da lembrança rosada Onde vagamente vejo ao teu lado A menina que parecia casada Casada contigo Casada com a infância Casada no abrigo Que hoje causa repugnância Se hoje escrevo versos sobre o que não sei É porque você já não me dá valor E tudo que antes pensei Hoje tornam-se o meu amor E se te amar é um erro Vivo errante como tal Quero sim me desfazer de ti Mas é como o mar e o sal Já não brota mais na seca Meu amor que antes viu Hoje escrevo o que sinto Porque de mim você se riu Esqueceu do passado Esqueceu da infância rosada Esqueceu da menina Esqueceu que era casada Você sumiu me deixou só Por entre as nuvens do lado de cá Viajou por entre os meus dedos sozinhos E já não te via lá Hoje canto a saudade De te ter tão perto A saudade de te ter aqui A saudade de não ser certo A saudade da infância A saudade da rosada A saudade da casada A saudade de ti São poemas sobre minha alma Que em um livro me persegue São poemas de uma jovem Que pelas lágrimas segue Poemas de cantar não sei o quê Palavras que surgem de sorrisos Palavras que surgem do nada Do mundo das palavras de Drummond É nesse mundo que meu amor se esconde No mundo desconhecido das palavras Onde ninguém consegue achá-lo Ninguém jamais entenderá Onde se esconde você? Por entre as cordas do meu violão? Dentro dos meus sonhos? Entre os meus cadernos e canetas? Você está entre a noite e o dia Entre a porta e a saída Entre a música e a letra Entre o passo e o sapato Entre a coberta e o deitado Entre os olhos e o piscar Entre o vidro e o doce Entre os pensamentos e o pensar E se por algum motivo te desejo hoje aqui É porque esqueci como é tê-lo tão distante Tão encoberto de amanhã Tão hoje, tão sozinho, tão confiante E se o telefone me lembra você A noite me lembra mais Porque sua voz eu tento entender Mas o luar me satisfaz Porque o luar é você Pequenino como um mundo vasto Como o dia claro Como a noite só O luar é você Que me mostra o mundo dos sonhos O mundo de vida O mundo da Lua O luar é você Que me emociona ao ver Que a poesia já se formou As palavras a transformou Não quero idolatrá-lo Pois Deus já é digno disso Quero apenas amá-lo Como Paulo deixou claro O amor é sofredor Tão sofredor que me deixa só Perdida, consolada, seria? Mas tenho meus pensamentos Tenho o mundo das palavras O mundo da poesia O mundo onde se esconde o meu amor E que somente eu tenho o prazer (ou o desgosto) de senti-lo - Postado por: laisschwarzvf às 22h39 [ ] [ envie esta mensagem ] |